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O aborto ilegal em Moçambique

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O estado em que se encontram alguns dos postos de saúde em Cabo Delgado

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Filme produzido pela WLSA Moçambique sobre sobre uma jovem que, até há pouco tempo, vivia com fístula obstétrica.

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Brochura elaborada pela WLSA Moçambique sobre o problema da fístula obstétrica - um drama que atinge cerca de 100.000 mulheres em Moçambique.

Omitidas

Clique aqui para descarregar a brochura (em PDF)

Leia mais sobre fístula obstétrica

Contra a violência de género

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A sociedade civil manifestou-se na inauguração dos X Jogos Africanos

Vovós acusadas de feiticeiras:

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Não é controlando o vestuário das mulheres que se pode travar a epidemia do SIDA

Comunicado do Fórum Mulher

 

Publicado em “Outras Vozes”, nº 14, Fevereiro de 2006

 

No passado dia 16 de Fevereiro de 2006, o Presidente da República, Armando Guebuza, numa iniciativa visando congregar esforços no combate ao HIV/SIDA, realizou um encontro com organizações de mulheres implicadas na luta contra esta epidemia.

Nesta reunião, de extrema importância por revelar o compromisso e o interesse das mais altas chefias do País, várias activistas exprimiram diversos pontos de vista que reflectiam as suas experiências.

Logo do Fórum Mulher

Curiosamente, em vez de dar conta de toda a riqueza do debate, a maioria dos órgãos de comunicação social escolheu divulgar uma visão monolítica e redutora de evento. Foi assim que, na semana passada, o público tomou conhecimento de que as “organizações de mulheres” defendiam que uma das vias de combate ao SIDA era o controle da maneira como as jovens se vestem, de modo a evitar que com a exposição dos seus corpos elas “provoquem” os homens, levando-os a cometer “desvios de comportamento”. Na descrição destes “desvios” estão a violação e o assédio sexual, o adultério, etc. Em consequência, propunha-se a elaboração de leis que controlassem o vestuário das raparigas e das mulheres.

Neste apanhado, há uma dupla falsidade cometida por omissão:

  1. Em primeiro lugar foi somente uma organização que defendeu a posição acima apresentada, ao falar em “organizações de mulheres”, a imprensa faz crer ao leitor de que essa é a posição consensual de todas as organizações de mulheres, o que é definitivamente falso.
  2. Em seguida, a maneira como a notícia foi apresentada leva a que se presuma de que essa foi o único aspecto discutido. Não são sequer mencionados os graves problemas debatidos no encontro e que constituem preocupação das organizações que trabalham na base e com as comunidades em programas vários de alívio aos infectados e aos afectados pelo SIDA (entre outros, a necessidade de uma legislação que procure prevenir a contaminação intencional que muitas mulheres são vítimas por parte dos seus parceiros, o peso dos cuidados ao domicílio que tem recaído sobretudo sobre as mulheres, a prioridade ao incentivo de actividades de geração de rendimentos para as pessoas infectadas e afectadas, para que estas possam encontrar soluções sustentáveis aos seus problemas).

Por tudo isto, lamentamos que alguma imprensa tenha tratado de forma tão leviana um tema como este e tenha deste modo desinformado os leitores.

Face a esta situação, o Fórum Mulher, como rede de organizações de mulheres, faz saber por este comunicado o seu repúdio total a qualquer posição ou visão que pretenda responsabilizar as mulheres pela expansão da epidemia da SIDA no país:

  1. A expansão da SIDA está estreitamente relacionada com os padrões comportamentais e com as práticas sexuais
  2. Dada a estrutura de poder na sociedade, as mulheres têm menos controle do seu corpo e da sua sexualidade, o que faz com que mesmo sabendo quais são os meios de defesa contra a contaminação, não os podem pôr em prática. Com efeito, em geral, as raparigas e as mulheres quase nunca podem dispor do seu próprio corpo e decidir quando, como e com quem devem ter relações sexuais.

Recusamos de forma terminante que as vítimas de agressão sexual possam ser responsabilizadas pelo comportamento do agressor. O mito de que o homem é uma “besta” que não se pode dominar quando vê o corpo feminino é usado, quer para justificar o controle sobre os corpos das mulheres, quer para passar a culpa do agressor para a vítima.

Somos a favor da igualdade de direitos e do respeito pelos direitos sexuais e reprodutivos de homens e de mulheres. Com responsabilidade, com liberdade e com respeito no exercício destes direitos, nós todos seremos capazes de travar a epidemia do SIDA.

Por uma sociedade com igualdade entre homens e mulheres!

Por uma vida livre do SIDA!

Maputo, Fevereiro de 2006

Terezinha da Silva
Presidente do Conselho de Direcção

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