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Debate sobre políticas de género em Moçambique

23
Abr
2012

A Professora Signe Arnfred, autora do livro “Sexuality and Gender Politics in Mozambique. Rethinking Gender in Africa“, esteve na WLSA, onde apresentou os resultados da sua pesquisa e orientou um debate sobre políticas de género em Mozambique.

 

No passado dia 30 de Março, Signe Arnfred, Professora associada e pesquisadora do Institute for Society and Globalization, da Universidade de Roskilde (Dinamarca), esteve na WLSA Moçambique onde orientou um debate sobre políticas de género em Moçambique. Signe Arnfred apresentou resultados de pesquisa publicados no seu livro intitulado “Sexuality and Gender Politics in Mozambique: Rethinking Gender in Africa” (2012, ed.), que junta vários trabalhos realizados ao longo de um percurso que a trouxe muitas vezes a Moçambique. Estes resultados foram a base da discussão que se levou a cabo nesse encontro.

Durante a sua apresentação, Signe Arnfred procurou mostrar como é que, através da sua experiência de vida, se veio a interessar sobre questões de género e sexualidade em Moçambique, com particular enfoque no norte do país, onde decorreram as suas pesquisas. O seu argumento central é de que as relações de género não podem ser assumidas, sendo a pesquisa fundamental para dar conta das especificidades e das lógicas locais.

Em seguida, debateu sobretudo os ritos de iniciação em contexto matrilinear, defendendo que se trata de práticas importantes na criação de mulheres adultas, na construção de uma sexualidade e cultura femininas. Segundo a pesquisadora, não só os ritos de iniciação são um espaço exclusivamente feminino, como também contribuem para a valorização de espaços de poder das mulheres. Segundo ela, os ritos de iniciação não podem ser conotados como mecanismo de reprodução da subordinação feminina.

 

ArnfredUm outro aspecto que salientou é a necessidade de estudar de maneira mais aprofundada as sociedades matrilineares, onde, de acordo com as suas pesquisas, as hierarquias de idade e linhagem são mais importantes do que as de género.

O debate que se seguiu foi bastante aceso, tanto mais que está em curso na WLSA uma pesquisa sobre os ritos de iniciação que deve finalizar ainda este ano. Alguns dos aspectos levantados.

Os ritos de iniciação devem ser analisados à luz da ordem social que lhes dá origem. Neste sentido, e considerando que apesar das sociedades do Norte se organizarem por via matrilinear, elas mantêm uma estrutura patriarcal, uma vez que o poder é dos homens, os ritos de iniciação femininos desempenham um importante papel na produção e reprodução das estruturas sociais. Ou seja, são espaços de aprendizagem que reforçam papéis e hierarquias. Do mesmo modo, os ritos de iniciação masculina têm funções específicas na educação dos rapazes, não se podendo estudar de forma isolada. Considerando o carácter relacional da construção da categoria de género, os ritos de iniciação femininos e masculinos devem ser estudados como faces da mesma moeda.

Isto significa que uns e outros têm uma função social a cumprir, ou seja, contribuem para configurar identidades que podem determinar o papel e estatuto sociais. Foi ainda argumentado que, para além de todas as questões teóricas que se colocam no estudo sobre ritos de iniciação, é necessário ter em conta as dinâmicas que os influenciam, alterando, reforçando ou adaptando a sua função primordial. E nesse campo a questão da sexualidade é determinante para compreender como é que os valores culturais transmitidos estão de acordo (ou não) com um modelo de dominação que submete os corpos das mulheres e homens a uma estrutura de poder patriarcal.

WLSA Moçambique

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