WLSA WLSA WLSA WLSA WLSA WLSA WLSA

As fotos no cabeçalho são
da autoria do CDFF 

Eventos

Marcha pela liberdade de expressão:

Liberdade de Expressão

Marcha por Gilles Cistac:

Marcha Gilles Sistac

Marcha pela igualdade

Marcha2014_left

Contra violação dos direitos humanos no Código Penal

Diganao2

Concurso de fotografia

Vencedores da 2ª edição

Concurso2_Fotografia3

Marcha pela paz

manifesto_sq

Desfile do 1º de Maio

1maio07_peq

DSR_small
Prémio da Rede de Defesa dos Direitos Sexuais e Reprodutivos 2012

Anúncio dos vencedores

Marcha de Solidariedade

Marcha02_small

Fotos da Marcha de Solidariedade dos Povos da SADC (2012)

Multimedia

Não é fácil ser mulher ...

naoehfacil_peq

... em Moçambique

Aborto. Pense nisso...

Aborto_small

(Material usado em acções de formação da WLSA)

Perigo de morte!

perigo_de_morte3

O aborto ilegal em Moçambique

Quem vai querer dar a luz aqui?

Fatima

O estado em que se encontram alguns dos postos de saúde em Cabo Delgado

"Alzira"

Alzira_small

Filme produzido pela WLSA Moçambique sobre sobre uma jovem que, até há pouco tempo, vivia com fístula obstétrica.

"Omitidas"

Brochura elaborada pela WLSA Moçambique sobre o problema da fístula obstétrica - um drama que atinge cerca de 100.000 mulheres em Moçambique.

Omitidas

Clique aqui para descarregar a brochura (em PDF)

Leia mais sobre fístula obstétrica

Contra a violência de género

Jogos05_small

A sociedade civil manifestou-se na inauguração dos X Jogos Africanos

Vovós acusadas de feiticeiras:

Nely_peq

Breves

De como o governo perpetua estereótipos que subalternizam as mulheres

Estereotipos
30
Abr
2015

A Ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Dias Diogo, faz apelos às mulheres na qualidade de educadoras, realçando assim a divisão tradicional do trabalho, ancorada num sistema desigual e patriarcal.

A propósito da cobertura noticiosa sobre a onda de xenofobia na África do Sul, lemos no Jornal Diário do País, de 20 de Abril de 2015, que a Ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, falando em Tete num encontro de mulheres, exortou-as a usar “o seu estatuto de educadoras da sociedade e como mães que são para dialogar com os seus filhos e outros intervenientes do mercado laboral de Tete que, porventura, estejam a trabalhar nas empresas implantadas naquela região com forte exercício da actividade da indústria extractiva, para que não retaliem [contra] os seus colegas estrangeiros”.

Se bem que as intenções sejam meritórias, pois se pretende evitar que a onda de violência se alastre ao nosso país, foi bastante infeliz a abordagem da Ministra. Com efeito, ao referir-se ao “estatuto de educadoras da sociedade”, ela mais não faz do que reforçar um sistema injusto e discriminatório, que relega as mulheres a uma função ligada à maternidade, ao cuidado dos outros e ao espaço privado.

Na estrutura patriarcal vigente, às mulheres e aos homens são atribuídas funções diferentes, com base em atributos supostamente femininos e masculinos, vistos como “naturais”. Esta divisão do trabalho com base no sexo das pessoas repousa, pois, em interpretações do que é ser mulher e ser homem, que influenciam não só o espaço doméstico mas também o espaço público. E a exclusão de mulheres de cargos e de funções tidas como masculinas, encontra justificativa nas “naturais” capacidades de umas e de outros.

Por isso é que, apesar das leis e das políticas públicas, as mulheres continuam a ser discriminadas e encaradas com desconfiança, sempre que ocupam cargos e funções “não femininas”. Por isso é que é tão difícil lutar contra a violência doméstica, a violência de género, a desistência escolar, etc.

E é também, por essas razões, que é indesculpável que uma Ministra se refira às mulheres como educadoras da sociedade e mães, quando essa é uma das funções que o patriarcado lhes reserva e que fundamenta a sua exclusão de outras áreas, tanto no espaço privado como público. Lembremos que a nossa Constituição, no seu artigo 36, afirma que “O homem e a mulher são iguais perante a lei em todos os domínios da vida política, económica, social e cultural”.

As mulheres devem ter o máximo de oportunidades, tal como os homens. Devem poder escolher ser ou não mães (a maternidade não é um destino mas uma escolha), casarem-se ou não, serem domésticas, operárias, funcionárias ou inclusivamente ministras. E o Governo não pode, através dos seus representantes, contribuir para a desigualdade de género e para o reforço de estereótipos discriminatórios.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Pesquisa

Novidades

Novos livros

Corporações económicas e expropriação

Capa do livro

Entre a denúncia e o silêncio

Capa do livro

Participação política em contexto eleitoral

Capa do livro  

setacinza A repressão policial das feministas e a expulsão de Eva Moreno


Cartazes sobre o Código Penal

Cartaz contra o Artigo 46 do Código Penal  

Tiras da Feminista Durona

A Feminista Durona

setacinza Veja todas as tiras da Feminista Durona


Artigos adicionados recentemente


WLSA / @ Verdade:

Acompanhe a distribuição do jornal A Verdade nos subúrbios de Maputo setacinzaReportagens e artigos da WLSA em parceria com o jornal @ Verdade.

Lista de todas as matérias


A revisão do Código Penal deve respeitar os direitos humanos das mulheres

Clique aqui para ver alguns vídeos sobre a violação sexual de menores e a violação no casamento - dois crimes contra os quais o Código Penal revisto não protege cabalmente.

Campanha "Palavras de Esperança" (El Salvador)


setacinza Em defesa da paz: organizações de mulheres escrevem ao Presidente da República e ao Presidente da Renamo

Novo livroA WLSA lançou um novo livro: "A Lei da Família e a igualdade de direitos - um balanço da sua aplicação"

aCapa do livroRepresentações e práticas da sexualidade dos jovens e a feminização do SIDA em Moçambique (2007); relatório de pesquisa


setacinza Mulheres corajosas

Viagem no mundo das fístulas vesico-vaginais Um depoimento apaixonado e emocionante de um cirurgião que dedicou a sua vida a salvar mulheres que vivem com fístula obstétrica, uma condição incapacitante e que leva à discriminação e ao isolamento social.

Conferência Nacional sobre Violência de Género

Cartaz da Conferência Nacional sobre a Violência de Género
Maputo, 28 a 29 de Novembro 2012

setacinza Apresentações e discussões

setacinza Comunicado final

setacinza Fotos da Conferência

setacinza Documento da Conferência

setacinza Programa da Conferência


Entrega do Prémio da Rede de Defesa dos Direitos Sexuais e Reprodutivos 2012

setacinza Veja o anúncio dos vencedores

Código Penal: Graça Machel toma posição

Graça Machel, Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, posicionou-se sobre a revisão do Código Penal, subscrevendo as demandas da sociedade civil. Veja as cartas que ela endereçou a diversas personalidades da Assembleia da República.

Revisão do Código Penal

Direitos iguais no Código PenalA Assembleia da República (AR) está a preparar uma revisão do Código Penal, que data de 1886.

setacinza Nota ao Parlamento

Preocupado com o rumo que está a tomar a revisão do Código Penal, um grupo de organizações da Sociedade Civil diriguiu uma nota à AR. setacinza Carta da Rede de Defesa dos Direitos Sexuais e Reprodutivos
Logo da Rede DSR

Factsheet

Informação sobre os Direitos Sexuais e Reprodutivos das mulheres em Moçambique, recolhida pela Rede de Defesa dos Direitos Sexuais e Reprodutivos

A Voz de America sobre o caso de violação colectiva em Pemba:

Escute o texto do artigo em português

Os "talibans" de Moçambique...

A violação de uma mulher por 17 homens é justificada em nome do respeito pela tradição...
Clique aqui para ler os artigos já publicados pela WLSA Moçambique.
Mulher e Lei na África Austral - Moçambique