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Brochura elaborada pela WLSA Moçambique sobre o problema da fístula obstétrica - um drama que atinge cerca de 100.000 mulheres em Moçambique.

Omitidas

Clique aqui para ler ou descarregar a brochura (nova edição; em PDF)

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A sociedade civil manifestou-se na inauguração dos X Jogos Africanos

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Breves

Primeiro Prémio de Jornalismo de Saúde para matéria sobre direito da parturiente a assistência médica

Desenho de Malangatane
19
Dez
2012

Com uma matéria polémica sobre a frequente omissão de assistência médica à mulher parturiente, o jornalista Francisco Muianga, do Diário de Moçambique, na Beira, ganhou esta semana o Primeiro Prémio Nacional de Jornalismo de Saúde, outorgado pelo Ministério da Saúde. Esta matéria é parte de uma série de artigos que o Diário publicou a partir de uma formação para jornalistas que a WLSA fez na Beira em 2011.

“Quando se trata de parto arrastado, e especialmente em parto de menores, isto não é visto como uma urgência, mas como algo que tem que ser resolvido em casa como manda a tradição,” explica o cirurgião e coordenador do programa regional de fístulas no Centro do país, baseado no Hospital Central da Beira (HCB), Hélder de Miranda.

Esta prática coloca as famílias em conflito com a lei. De Miranda refere que a “lei moçambicana prevê o crime de omissão de socorro e há que pensar em processar as famílias das vítimas que não foram trazidas a tempo às consultas pré-natais e aos centros de saúde”.

Assim começa a matéria do jornalista Francisco Muianga, do Diário de Moçambique, que ontem ganhou o Primeiro Premio de Jornalismo de Saúde concedido pelo Ministério de Saúde e agências das Nações Unidas.

A WLSA está orgulhosa deste prémio porque em algo colaboramos. Muianga participou no workshop de formação de jornalistas da região Centro em direitos e saúde sexual e reprodutiva organizado pela WLSA em 2011. A fístula obstétrica e as barreiras culturais que impedem as famílias levar as grávidas a dar luz ao hospital foram temas centrais, assim como o casamento precoce e o aborto inseguro. O Dr. Helder de Miranda foi um dos palestrantes.

Ele e outros médicos da Beira indignam-se com a omissão de assistência que frequentemente leva à morte do bebé e da mãe, ou a fistula obstétrica e uma vida de exclusão para a mulher.

“Negar os cuidados médicos a uma mulher em trabalho de parto é uma violação do direito a saúde, disse a médica cirurgiã Lidia Baiocchi, citada na brochura Omitidas, da WLSA. “Precisamos de uma condenação exemplar para os parentes que não levam a mulher para o hospital na altura do parto, julgados por um tribunal formal ou tradicional. Se uma família culpada disso for obrigada a pagar três cabritos, por exemplo, por um tribunal comunitário, será dado um forte sinal de condenação.”

Muianga recolheu muitas opiniões semelhantes e casos dramáticos na sua matéria, publicada após o workshop. Parabéns ao autor!

WLSA

 

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